quarta-feira, 11 de maio de 2016

Acho que escolhi o meu Santo preferido

Obrigada, querido São Pedro, por me teres poupado valentes molhas em dias que: chove a potes, a cântaros e mais gatos e cães e a bicharada toda e quando chega a hora de eu ir para casa, a pé, uma simpática caminhada de meia hora, seguras as nuvens para eu não chegar a casa a pingar. És um fofo! E não ligues a esse pessoal que se queixa da chuva na primavera e dos dias cinzentos e mais não sei do quê. Desde que não estragues nada aos senhores agricultores e não haja inundações, manda vir chuva. 

Precisamos de mais

Sei que precisamos de mais pessoas, gestos, palavras amáveis quando, na fila do multibanco, me cruzo com uma grávida, lhe dou os parabéns e desejo felicidades e ela me olha como se eu fosse um ET. Que faria ela se eu lhe dissesse o resto que estava a pensar? Que simplesmente era que ela estava muito bonita assim redondinha. 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Já me chamaram coisas piores

Ontem chamaram-me anjo. Hoje chamaram-me feiticeira. Ontem foi uma senhora de 82 anos. Hoje uma menina de 6. Não sei de qual gostei mais.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Nervos? Que nervos?

Eu até tenho bem presente a noção que um vestido é só um vestido. Que o foco deve estar no casamento "marriage" e não no casamento "wedding". Eu até estou a planear as coisas com alegria e ligeireza e divertimento, porque me dizem que esta é uma fase bonita e eu acredito, sentimo-nos muito entusiasmados quando estamos a tratar de algum preparativo, eu hoje até respondi com um encolher de ombros e um "nervos? que nervos?" quando me perguntaram que andava nervosa por causa dos preparativos. Mas depois lembrei-me. Já por três vezes sonhei que chegava o dia 31 de Dezembro e eu a) sem vestido b) sem penteado e make-up e unhas arranjadas c) sem o sítio do copo de água decorado.  Sim, o casamento faz-se na mesma sem nenhuma destas coisas. Sim, quero-as para tornar o dia AINDA mais especial. 

A minha versão de flores no cemitério

Faz amanhã anos que recebi um dos telefonemas que mais me partiu o coração, me tirou o chão debaixo dos pés, me arrancou um pedacinho de alegria que penso que nunca mais vou conseguir renovar. A morte da minha Avó. A voz da minha mãe a querer arranjar forças para me dar a notícia. Eu a adivinhá-la, mesmo antes da minha mãe falar. No jornaleco cá da terra, há a costumeira página de necrologia onde, claro, colocámos o anúncio do falecimento da minha Avó. Um dos meus tios escreveu o pequeno texto que acompanhava a foto no jornal. Um dos meus maiores orgulhos é ler esse pequeno texto e rever-me a mim em cada linha. "... só era feliz no meio dos seus...", "... via Jesus por baixo da roupa de cada necessitado..." ( para mim, a melhor definição de um bom cristão ). Sou muito do que a minha Avó era, tenho muito do que ela tinha. 
Por isso, quando hoje a minha mãe me telefonou e pediu que eu fosse amanhã ao cemitério colocar flores na campa dela, eu, como todos os anos, não achei que essa fosse a melhor forma de a recordar e homenagear. E desligo o telefone. Pouco tempo depois, entra-me no trabalho uma senhora amiga de uma querida cliente minha, que já está a viver no lar de idosos, porque a sua casa ardeu e não tem mais família. Long story short, fui fazer uma visita domiciliária ( não estão previstas no meu trabalho ) ao lar onde a senhora vive, ajudei-a no que ela precisava e fui à minha vidinha. Não contei à senhora porque é que lhe fiz isto, sair da minha rota para casa, andar quilómetros a pé para ajudar alguém. Fi-lo para honrar o que a minha Avó me deixou. Deixei flores em alguém que precisava de mim hoje. 

Ajudar quem precisa de nós, quando precisa de nós. Flores tinha a minha Avó no quintal dela, plantadas por ela. Boas acções plantou-as no meu coração.

Ainda me fazes falta, Avó. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Noiva report # 1

Lembro-me bem de ter 10 anos e estar muito entusiasmada com a festa e o vestido da minha primeira comunhão. Toda a gente com quem falava me ouvia com divertimento e partilhava do meu entusiasmo. Até eu falar disto com a minha Avó, que me disse que a verdadeira festa era eu e o Jesus ( na altura éramos tu cá-tu lá com o JC ) na igreja, não era o vestido nem a brincadeira com os primos a tarde toda no restaurante. Uma vez mais, a minha Avó a ensinar-me que o importante é o conteúdo, o interior, o que somos e sentimos e não o que vestimos. Preparou-me mais a minha Avó com esta conversa do que a catecista  em todo o ano de preparação da comunhão. 
Agora que estou prestes a casar, sinto-me com vontade de ensinar a muito boa gente esta lição que a minha Avó me deu a mim. O vestido de noiva é só um vestido, uma peça de roupa, a casca que vou usar num dia apenas, o que eu quero ver ao olhar-me no espelho nesse dia ( e o que quero que ele veja ) é o brilho dos meus olhos, a felicidade no meu sorriso e o amor no meu coração. É só um vestido.  

domingo, 3 de abril de 2016

Uma fatia de bolo e dois copos de vinho

Subiu hoje para quatro o número de pessoas que ia ao nosso casamento e já não vai porque.... morreu.


Foda-se, pah, começo a ficar farta desta merda!