terça-feira, 14 de julho de 2015

Ca nervos!

Estar doente é uma merda. Não sei se já sabiam, mas é. Odeio a sensação de eu não ser suficiente para mim, deixar que alguém cuide de mim quando eu não capaz. Me no like it :/

Mas sim, é bom ter quem cuide de nós.

sábado, 11 de julho de 2015

Às vezes, cansa sim

"Viver sempre também cansa!
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo..."



José Gomes Ferreira 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ninguém está a ver, mas ainda não parei de sorrir desde que soube disto

Eu cá gosto de ser Portuguesa. Adoro. Tenho um orgulho desmedido em quase tudo o que é Português. E gosto ( ou gostaria ) de ver o rácio das importações / exportações assim a tender para o desequilibrado, porque com tanta, tanta, tanta coisa boa neste nosso lindo País, o mundo inteirinho só tinha era a ganhar com mais tuguisse ( palavra fresquinha, acabadadinha de inventar ). Não percebo muito de importações, mas penso que importamos algo que cá não temos ou não conseguimos criar. Ora, calha que a importação da qual falo hoje podia perfeitamente ter sido criada em Portugal. Acontece que não foi e nasceu na Cidade do Cabo, na África do Sul. É a bondade e a generosidade e o respeito por todos os humanos, vivam eles onde viveram, num T8 ou 16 com vista sei lá eu para onde ou na rua, ao frio, ao sol, à chuva. Esta iniciativa não olha para as pessoas para baixo, numa atitude de a-cavalo-dado-não-se-olha-ao-dente-e-se-eu-te-estou-a-dar-isto-só-tens-que-agradecer-calar-e-vestir. Oferece a oportunidade a pessoas sem-abrigo de terem uma experiência de ir às compras e escolher as coisas que de facto querem usar, não são doações quase impingidas. O video explica. 




Eu aplaudo. E os meus olhos enchem-se de emoção. E rebento de orgulho e alegria porque esta belíssima iniciativa vai chegar a Portugal, pela mão, claro, do Bairro do Amor. E como é que isto podia ser ainda mais tocante? A acção vai focar-se na infância. Mães e pais que vivem com os seus filhos nas ruas do Porto (sim, existem) vão escolher roupa, calçado, brinquedos e material escolar.  O poder mágico da escolha, da vontade própria. Um bocadinho do gosto da liberdade que vive no poder de decisão. Priceless.  Importações destas nunca são demais. 


domingo, 5 de julho de 2015

Update a mim

Afinal gosto de melão e de meloa ( ainda não sei de qual gosto mais ) e agora gosto menos de melancia, que era das minhas frutas preferidas.

Calmex, ainda não gosto do Verão. Mas isto da fruta fresca sabe bem.